Arte popular aos sábados

Circo, teatro de bonecos, bumba-meu-boi, tambor-de-crioula, emboladores de coco, cacuriá, congada, folia do divino, hip hop (dança, DJ e grupos de rap), capoeira, forró e música regional. Todos os sábados do mês de maio, quem estiver passando pelo centro da cidade terá a oportunidade de um encontro com a cultura popular.

Ao meio-dia em ponto, diversos grupos farão apresentações como parte de um projeto que reúne, em parceria, o Centro Cultural Ferrock e a Associação Ruarte de Cultura. As atividades, na Praça da Feira Central, vão até as 16h. Também haverá oficinas de perna de pau, de brinquedos populares e iniciação ao teatro de bonecos. Tudo de graça.

Pra levantar poeira

Quem quiser começar o aquecimento para as festas juninas que se aproximam, terá uma boa oportunidade nesta quinta-feira (22). A partir das 13h, na Casa da Justiça e Cidadania (EQNN 05/07), quinze grupos participam do 1º Encontro de Forrozeiros do Distrito Federal.

Se apresentarão os grupos Pequi com Leite, Trio Fortaleza, Gerê, Raízes do Sertão, Arte do Nordeste, Paulinho do Forró, Trio do Nordeste, Trio Asa Branca, Trio Siriá, Trio Paraibola, Trio Cajazeiras, Jamelão e os Cabras do Nordeste, Nivaldinho do Acordeom, Toin do Forró, Forró Cipó de Balançar e Raminho do Baião.

A entrada é franca.

Assistência para micro e pequenas empresas

Ceilândia foi escolhida para ser a primeira região a receber o atendimento presencial da primeira turma do Programa de Capacitação de Agentes Locais desenvolvido pelo Sebrae. A formatura dos agentes aconteceu no dia 15 de maio e os recém-formados estão preparados para atuar fazendo a interface entre as necessidades dos empresários de micro e pequenas empresas e o que existe no mercado de ferramentas de inovação e tecnologia. O objetivo é proporcionar empresas mais inovadoras e competitivas.

Os agentes atenderão, neste primeiro momento, as empresas dos segmentos de construção civil, vestuário/confecção e açougues, mercearias e verdurões.

Os pequenos e microempresários poderão obter mais informações pelo telefone 3362-1700 ou na página do Sebrae na internet: www.df.sebrae.com.br.

Quase no alvo

Uma operação relâmpago da Polícia Civil realizada neste domingo na Feira do Setor O deixou em maus lençóis os que se aproveitam daquele espaço para vender produtos pirateados, animais silvestres e objetos de procedência duvidosa.

Participaram da operação agentes da 24ª DP, (Setor O), da Divisão de Operações Especiais (DOE), os departamentos de Atividades Especiais (Depate), de Polícia Técnica (CPT) e de Polícias Circunscricionais (DPC). Os policiais contaram ainda com o reforço de um helicóptero do Detran.

Desde o fechamento da antiga Feira do Rolo a Feira do Setor O vinha sendo utilizada como ponto de venda de produtos sem nota fiscal ou origem clara. Mas sempre foi mais conhecida como “Feira da Periquita”, em razão da intensa atividade de prostitutas que a utilizam como ponto para encontrar clientes.

Há suspeitas de que no local ocorra também prostituição infantil, o que também mereceria atenção especial dos órgãos de segurança pública.

A hora do espanto

Um cenário de filme de terror, daqueles de quinta categoria: foi isto o que parlamentares integrantes da CPI dos Cemitérios encontraram ontem ao visitar a sala de necrópsia de um açougue muito conhecido dos ceilandenses e que responde pelo pomposo nome de Hospital Regional de Ceilândia. Coroando o quadro em que resíduos humanos espalham-se pelo ambiente acondicionados sem as mínimas condições sanitárias, o mais inacreditável: um cadáver em estado de decomposição, largado ali há um ano.

Dos oito funcionários que trabalhavam no setor, restam apenas dois, obrigados a trabalhar com facas, pinças e tesouras enferrujadas. E para completar o quadro de descalabro, paira sobre funcionários do hospital a suspeita de corrupção. Alguns estariam recebendo propina para beneficiar determinadas empresas funerárias.

Para quem já teve a má sorte de necessitar de atendimento médico no HRC nada disso provoca surpresa. O que surpreende é que só agora representantes do poder público tenham despertado para problemas crônicos como más instalações, equipamentos quebrados e falta de funcionários. E ainda assim no âmbito de uma CPI criada com o objetivo de investigar as máfias que agem nos cemitérios do DF.

De todo modo, antes tarde, e por meios enviesados, do que nunca. Agora é esperar que alguma providência seja adotada para resolver os problemas crônicos do HRC, para que o único hospital da cidade possa vir a ser digno do nome.

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