24/09/2007 | COMUNIDADE |

Linha Cruzada

Cansada, segundo ela, de ser ignorada pelo serviço de atendimento emergencial da polícia, Viviane da Silva Oliveira, moradora do Setor P Norte, encontrou uma forma muito pessoal – e arriscada – de protestar.

Em um intervalo de cinco horas, disparou 116…

Cansada, segundo ela, de ser ignorada pelo serviço de atendimento emergencial da polícia, Viviane da Silva Oliveira, moradora do Setor P Norte, encontrou uma forma muito pessoal – e arriscada – de protestar.

Em um intervalo de cinco horas, disparou 116 ligações para o número 190. Os atendentes afirmam que Viviane, quando era atendida, aproveitava para xingar a PM.

Ela foi presa em flagrante por uma viatura quando fazia seu protesto a partir de um orelhão perto de casa.

Quem já esperou em vão por atendimento de emergência, não somente da polícia, mas também de ambulâncias e do Corpo de Bombeiros, até compreende as razões de Viviane.

Mas os trotes também contribuem para o mau atendimento.

E a peculiar forma de protesto pode custar à moça até cinco anos de prisão.

Comentários

3 Comentários para “Linha Cruzada”

    leao
    24/09/2007 @ 21:27

    A moça foi original. Polícia, infelizmente, nunca é bem vinda. O que é uma pena porque, adredito nisso, nós, cidadão que pagamos impostos (caros, diga-se) temos que ver a polícia como nossa aliada e não como inimiga.

    A polícia, por sua vez, poderia desencadear campanhas de aproximação com o cidadão. Eu, quando passo por um policial nas ruas, o cumprimento mas nem sempre sou correspondido no meu cumprimento.
    Não há porque temermos a polícia e nem ela a nós.
    Que há deficiências no atendimento, é fato. Mas que o maior responsável por elas é o modelo gerencial das polícias.
    Acho que poderíamos rever alguma posturas que adotados em relação aos policiais. A sociedade não pode fingir que a polícia não existe e só recorrer a ela nos momentos difícieis.
    Penso que população e polícia precisam estar mais presente, mais unida contra os criminosos – eles, sim, é que tem que ter medo da polícia. Nós, cidadão honestos e trabalhadores, não temos que temê-la nunca.

    Marcelo
    27/09/2007 @ 10:50

    Penso que se ela pôde ficar esse tempo todo ligando para a polícia é porque ela não trabalha. Tá certo que demoram a atender, mas temos que compreender que todo o tempo a policia, bombeiros etc. tem que atender todo tipo de emergências, ainda mais em uma cidade como ceilandia norte, principalmente na qnm 4 conjunto E e qnm 8 conjunto k, que parece que são as campeãs de pessoas que não tem ocupação. Trabalho não falta, se a pessoa quiser trabalhar, sobram serviços: vendedor, limpeza, enfim qualque coisa honesta. Sugiro que peguem as suas carteiras de trabalho e procurem na agencia do trabalhador, lá tem empregos sobrando, o que falta é a pessoa se qualificar. Façam um curso, enfim, trabalhem e sejam respeitados por todos. Povo limpo e honesto é povo desenvolvido.

    Salvador Trindade
    05/10/2007 @ 14:39

    “NÃO JULGARÁS” Provalemente essa moça sofre de algum distúrbio mental ou emocional, pois qualquer criminoso que se prese, não ficaria na cena do crime aguardando a vinda da polícia. Que ela possa receber um tratamento adequado e cura do mal que sofre.

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